Os cães ladram, a caravana passa

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Quando temos a alma transparente; quando acreditamos em utopias; quando pensamos que para melhorar esse mundo basta cuidar do próprio nariz, os problemas diminuem, a angústia desaparece e se instala em nossa  alma uma grande cortina de paz, mesmo que algum “sandeu” tente nos destituir desse lugar. Pelo contrário, quando atingimos determinado grau de satisfação conosco mesmos, o que significa maturidade, conquistamos a capacidade  de ler o outro, que, lamentavelmente, às vezes se traduz em texto muito pobre. Mas como aprendemos a respeitar as diferenças, e como aprendemos a admirar as coisas boas de cada pessoa, encontramos também textos belíssimos, que valem a pena serem lidos, relidos, decorados, citados, recitados. E a miséria, a pobreza de espírito, a inveja, a insegurança acabam por apagar, elas próprias, os pobres textos que geraram. Isso me faz lembrar um velho dito popular que diz assim: Enquanto os cães ladram, a caravana passa. E como Deus, em sua imensa sabedoria, me brindou com uma pequena deficiência auditiva, esses eu sequer  ouço.