Sobre educação e sobre profissionalismo

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Na quarta-feira, sintonizada na BandFM, ouço dois repórteres conversando informalmente, no estúdio. Um deles chama para a suspeita de que Hugo Chaves, internado em um hospital cubano, tenha um tumor maligno. O outro complementa, dizendo que Fidel Castro teria visitado Chaves, no hospital. Em seguida, rindo muito, um deles dispara: O difícil será saber qual deles é a múmia.
Os ouvintes têm testemunhado disparates desse tipo aos borbotões. Os representantes da imprensa, que já foram profissionais sérios, dignos e competentes, parecem ter “perdido a caixa preta”. Misturam suas opiniões pessoais com informações que deveriam vir cercadas de seriedade, falam asneiras, debocham, usam expressões de baixo calão, fazem piadas grosseiras, mas, principalmente, desrespeitam de forma admirável qualquer autoridade, ainda mais quando se trata de chefes de Estado (sejam eles de esquerda ou de direita, não importa). Falta de educação mínima é o que testemunhamos diariamente.
Hoje, é muito fácil acusar a juventude de transgressora, de mal-educada, de não respeitar qualquer tipo de hierarquia. Devo dizer que os repórteres a que me referi no caso Chaves são já crescidinhos, ultrapassaram, faz muito, a juventude. O que falta à juventude, me parece, é conviver com adultos que assumam, de fato, seu papel, como modelos como pessoas educadas, como cidadãos respeitosos, como profissionais dignos.