Em Caxias do Sul, estudantes do Colégio Apolinário ocupam escola

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São cinco escolas ocupadas por seus alunos, até 31 de maio: Cristóvão de Mendoça, Apolinário, Aristides Germani, Emílio Meyer e EETCS. Entre temerosos frente às ameaças de reintegração de posse e convictos a respeito de sua decisão, eles procuram organizar-se e ocupar o tempo com oficinas e atividades de organização dos espaços.

 

Atualizado em 1º de abril, às 18:50

 

A pauta dos estudantes do Apolinário não é extensa, mas fundamental: Paulo Henrique Darabas Bitencourt, Coordenador Social/Administrativo do Grêmio Estudantil, leva poucos minutos para recitá-la:

  •  Combate à infestação de ratos, que oferecem perigo de contaminação inclusive dos alimentos da merenda escolar (ver vídeo produzido pelos estudanates);
  • Aumento do valor investido pelo Estado na merenda escolar, R$0,33 (trinta e três centavos) por aluno, desde 2007;
  •  Melhorias na infraestrutura da escola, que apresenta goteiras no telhado, o que representa infiltração em salas de aula e corredores, 30 computadores, em uma sala, para os cerca de 800 alunos e com internet à velocidade de 2mb;
  • Fim da terceirização de funcionários na escola, principalmente para o atendimento à merenda escolar;
  • Fim do parcelamento do pagamento de professores;
  • Melhoria na iluminação noturna e fim da falta de professores no quadro escolar.

 

Paulo Henrique Darabas Bitencourt, Coordenador Social e Administrativo do Grêmio Estudantil do Colégio Apolinário

Paulo Henrique Darabas Bitencourt, Coordenador Social e Administrativo do Grêmio Estudantil do Colégio Apolinário

Como se não bastasse a pressão sofrida pela diretora Marli Zandoná, que, segundo os estudantes, teria registrado boletim de ocorrência contra a ocupação e contra uma das garotas líderes do movimento de ocupação, os estudantes temem ações de reintegração de posse.

Com uma corrente e uma pé-de-cabra, um indivíduo invadiu a escola ameaçando os estudantes e agredindo Paulo Henrique Bitencourt

Com uma corrente e uma pé-de-cabra, um indivíduo invadiu a escola ameaçando os estudantes e agredindo Paulo Henrique Bitencourt. Ontem, 30 de maio, ao final da manhã, eles foram vítimas de violenta agressão física. Paulo Henrique mostra, constrangido, as marcas de corrente no quadril e no braço esquerdo.

A convicção de que essa é uma luta justa e o apoio de alguns dos moradores da comunidade local estimula os jovens. Aqueles que não estiverem do nosso lado precisam compreender e estamos lutando pela qualidade do ensino, por uma coisa que será boa para toda a sociedade, destaca Renam, um dos integrantes do movimento.

 

A comunidade local tem env ado mantimentos aos estudantes, que preparam suas refeições na escola

A comunidade local tem enviado mantimentos aos estudantes, que preparam suas refeições na escola

 

 

Espontaneamente organizado, o grupo se divide em turnos. Um grupo permanece na escola à noite, sendo substituído, no início da manhã por outro. “Ao todo, somos entre 80 a 100 integrantes em ação, evidencia Paulo Henrique”, seguido por Renan, que garante: Estamos abrindo mais espaço para oficinas e estamos abertos à solidariedade da comunidade. Vamos intensificar as atividades e convocamos nossos colegas a se reaproximarem da escola. Precisamos de todos e garantimos que as atividades são diversificadas, muito culturais e importantes”.
foto

 

 

À noite os ratos circulam pela escola


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Localização:
Escola Estadual de Ensino Médio Professor Apolinário Alves dos Santos

 

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