O Caracol e sua concha

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caracol Li, recentemente, O caracol e sua concha (Boitempo, 2005), de Ricardo Antunes. Já havia lido outros trabalhos dom autor, como Adeus ao trabalho? (1995) e Os sentidos do trabalho (1999), muito bons. Ler O caracol e sua concha, porém, trouxe decepção. São 12 ensaios, muitos dos quais absolutamente repetidos (não falo de ensaios já lidos em outros livros, mas digo repetidos na mesma obra). Percebe-se claramente que ali está (algumas páginas adiante), de novo, exatamente o mesmo trabalho, com outro título. Em outros momentos, são trechos inteiros que voltam ao “novo ensaio”, para o leitor já um pesadelo. Várias coisas ocorrem a quem se depara com esse tipo de comportamento editorial: – O que passou pela cabeça do autor na seleção? – Alguém da editora se deu ao trabalho de revisar? – Em tempos de responsabilidade em relação ao meio ambiente, é correto esse consumo desnecessário de papel? – Nesse caso, o livro está fora da engrenagem que tanto critica?